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img_0171INTRODUÇÃO

 Na sequência dos eventos escatológicos, dois deles subsequentes ao arrebatamento da Igreja acontecerão no céu: o tribunal de Cristo e as bodas do Cordeiro. Os eventos na Terra depois do arrebatamento da Igreja já aconteceram durante a Grande Tribulação. Nesta seção, trataremos especialmente sobre o tribunal de Cristo, período de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presença de Cristo.

 

Ø    O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO

O apostolo Paulo descreve em 1 Co 3.9-15, o cristão como um construtor que usa vários tipos de materiais numa construção. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materiais que ele usara para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1 Co 3.10). A construção do cristão precisa ser feito sobre um fundamento eficaz e correto, e com materiais de qualidade que dêem sustentação à sua vida espiritual.

Duas palavras distintas na língua original do Novo Testamento esclarecem bem o sentido da palavra tribunal: criterion, conforme está em Tg 2.6 e 1 Co 6.2,4; e bimá, encontrada em 2 Co 5.10, (também em Ne 8.4). O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz o juízo”, o tribunal de um juiz ou de juízes. O termo bimá comumente significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.

 

 Ø    ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO

ü    O tempo. É lógico que o tribunal não pode acontecer5 logo após a morte de qualquer cristão. Ele se dará por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja.

 

ü    O lugar. Não há texto especifico que declare, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada ate as nuvens, nos céus, a instalação do tribunal de Cristo, inevitavelmente, terá de ser no céu, nas regiões celestiais.

 

ü    Os julgados. Quem será julgado no tribunal? Quais são os sujeitos desse tribunal? Concerteza, as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos por Cristo. O texto de 2 Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilegio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu. Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório.

 

ü    O juiz. O apostolo Paulo declara que o exame das obras dos crentes será realizada perante o Filho de Deus (2 Co 5.10). O próprio Jesus falou que todo o juízo é colocado nas mãos do Filho de Deus. Faz parte da exaltação de Cristo depois de Sua conquista no Calvário receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.

 

Ø     COMO PROCEDERÁ O TRIBUNAL DE CRISTO

ü    A forma de exame. É claro que não se trata de examinar quem será salvo ou não. A salvação do crente implica no ato especial da  misericórdia divina mediante a aceitação da obra expiatória de Cristo e a sua manutenção enquanto ele estiver neste mundo. Todo crente está livre do Juízo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Então, o julgamento não tratara da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.

 

ü    Os materiais da obra de cada crente (1 Co 3.12). O apostolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que, figuradamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa vida crista. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de Cristo. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo.

 

ü    A obra de cada um será provada (1 Co 3.13-15). O tribunal de Cristo avaliara os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida crista. As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com eles não subsistirá.

 

ü    O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2 Co 5.10). As obras praticadas pelos crentes serão submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega aparece como kakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porem, a palavra poneros, alem de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a pratica de coisas sem utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.

 

Ø    EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO

No texto de 1 Co 3.14,15 está declarado que haverá dois resultados finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: o recebimento e a perda da recompensa.

ü    Perda da recompensa. Esse fogo nada tem a ver com o fogo do Geena. O fogo do tribunal de Cristo é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne não suportarão o calor do fogo de Deus, por mais bonitas que sejam, serão desaprovadas.

 

ü    Obtenção da recompensa. As obras praticadas com materiais indestrutíveis na prova do fogo serão dignas de recompensa final. O Novo Testamento apresenta varias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais. O próprio Senhor Jesus, Juiz desse tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões, recompensas (2 Co 9.6). Ele declara a João, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). O apostolo Paulo declara, também, que todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de Deus (1 Co 4.5).

 

ü    Tipos de recompensa. O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era crista relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como premio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1 Co 9.24,25).

§     A coroa da vitória (1 Co 9.25). A vida crista se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.

 

§      A coroa de gozo (1 Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades crista que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de Deus. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para Cristo, livrando as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.32).

 

§     A coroa da justiça (2 Tm 4.7,8). É o premio dos fieis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo esperam a Sua vinda.

 

§     A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um premio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de Cristo Jesus – a vida eterna. É o galardão da fidelidade do crente.

 

§     A coroa de gloria (1 Pe 5.2-4). Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fieis que promoveram o reino de Deus na Terra, sem esperar recompensa material.

 

A lição maior que aprendemos acerca do tribunal de Cristo consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristãos no que se refere às ações tanto as de caráter social quanto as espirituais praticadas em beneficio do reino de Deus.

Testemunho do poder de DEUS.

Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. I Coríntios 1.9

Casei-me em dezembro de 1978, minha noiva estava grávida de 04 meses, e nunca imaginaríamos que DEUS iria transformar, poderosamente, nossas vidas.
Morávamos com meus pais e éramos 2 jovens de 21 anos, cheios de projetos, planos e não conhecíamos DEUS. Meus parentes eram contra o casamento, pois achavam que eu era muito jovem e deveria ter como prioridade os estudos. Mas DEUS tinha um plano em nossas vidas !!!
Saí da casa de meus pais no final de 1979, com minha esposa e filha de 06 meses, pois minha esposa se sentia constrangida pelas frequentes discussões que tinha com minha mãe.
Fomos morar numa favela no bairro de Bonsucesso – RJ e passamos por muitas dificuldades, inclusive falta de alimentos para nossa filha, que era visivelmente sub nutrida e muito magra para a idade de 06 meses. Hoje cremos que ela só não morreu porque DEUS tinha um propósito naquela situação.
Em março de 1980, consegui uma transferência no banco onde trabalhava, para outra agência na cidade de Valença-BA, onde moravam os parentes da minha esposa. Pensávamos que finalmente tudo iria mudar, para melhor. Engano nosso !! Faltava algo…. Faltava DEUS em nossas vidas !!!
Em Valença, conhecendo outras pessoas, comecei a beber. A princípio a desculpa era a mesma de todos: bebo socialmente com meus “amigos” e isso não irá me afetar…
Só que as noitadas eram constantes, a ponto de uma certa vez abandonar minha esposa no hospital, logo após o nascimento da nossa 2ª filha, e ir para a noite beber com “meus amigos”. O inimigo começou a colocar na minha mente que minha família eram os “amigos de copo”.
Nessa época, as brigas com minha esposa eram frequentes. Estava cego e não queria saber de mulher e filhos… meu negócio era ir beber com “meus amigos”, após o trabalho.
No dia 12 de junho de 1983, depois de estar frequentando alguns cultos na Igreja Evangélica Assembleia de DEUS, minha esposa aceitou o Senhor JESUS como seu único e suficiente Salvador. E eu, burro e cego, não concordava muito com a idéia. Achava que ela iria ficar fanática e comecei a afastar-me dela como seu esposo, pouco a pouco.
Várias vezes DEUS usara seus vasos e dizia para minha esposa que um dia eu iria aceitá-lo como seu Salvador e Redentor. E minha esposa creu no milagre, sempre orando por mim, pela minha vida…
Em 1987, novamente fui transferido de volta para o Rio de Janeiro. E,para surpresa da minha esposa, vim para o Rio sozinho diretamente para casa de meus pais e “larguei” minha esposa e filhos em Valença-BA.
Agora o inimigo me fazia acreditar que eu era livre e poderia ter quantas mulheres quisesse e pudesse. E foi o que eu fiz…
Tive amantes e passei a torrar o dinheiro que ganhava com o suor do meu rosto, em noitadas e farras. Enquanto isso minha esposa, em Valença-BA, orava e jejuava por mim.
Finalmente em 1988 ela veio para o Rio de Janeiro e fomos morar novamente na mesma favela em Bonsucesso, pois tínhamos uma conhecida lá que muito nos ajudou.
Eu continuava arrogante e pensava que, enquanto tivesse dinheiro no bolso, poderia fazer o que bem entendesse já que tinha um bom emprego e ótimo salário no banco.
Minha esposa sempre orando e jejuando ao Senhor pela minha vida, até que um dia DEUS disse para ela: “minha serva, a partir de hoje EU entro na peleja contigo e não estarás mais sozinha na batalha! Creia e tu verás como transformo esse homem! Abençoarei teu casamento a partir de hoje!”
Foi tremendo !!!

DEUS, depois de muito me avisar, começou permitindo que eu perdesse meu emprego, em fevereiro de 91. Depois meus “amigos” sumiram… e minha vida virou de cabeça para baixo. E minha esposa continuava orando por mim, ao Senhor JESUS.
Perdemos nossa casa, nossos móveis e mesmo assim eu não dava o braço a torcer. Continuava minha vida nos bares ou bebendo em casa mesmo. Não queria nada com DEUS.
Em outubro de 1992, DEUS usou outro vaso que me disse: homem, seus dias no mundo estão no fim… Aquela frase me abalou muito, pois eu pensava que iria morrer…
Mas DEUS foi misericordioso comigo. Num domingo de novembro/92, resolvi ir a um culto na Igreja onde minha esposa congregava e, no decorrer dos hinos louvados e da Palavra de DEUS, não deu para resistir na hora do apelo. Fui tomado por um choro incontido. E era um choro de alegria por ter encontrado a solução para meus anseios: JESUS – Glórias a DEUS.
Naquela noite chorei igual a um menino que depois de se perder do seu pai, o encontra e fica alegre, muito alegre.
Foram 9 anos que minha esposa orou e jejuou por minha vida e DEUS deu a vitória, porque havia prometido.
Hoje sou presbítero da Assembléia de DEUS, Ministério Filhos do Rei. Minha esposa é missionária e dirigente de oração, tenho 4 filhos e 1 neta que são umas bençãos do SENHOR. São como flechas nas mãos do valente.
Tudo isso devo a DEUS ! Aleluia !
DEUS É FIEL !

Pb Sidney Moreira  -  escuddo@hotmail.com

 www.pbsidney.blogspot.com

www.adcdourado.blogspot.com

 

 

 

 

 

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