Home » Estudo Bíblico

ESCATOLOGIA - A Ressurreição dos Mortos - 1 Co 15.3,4 , 12-20

16 maio 2009 1.751 views 6 Comments

img_01717INTRODUÇÃO

A doutrina da ressurreição tem sua base essencialmente sobre o fato da ressurreição de Cristo. Jesus enfatizou e deu sentido especial a esse ensinamento (Jo 5.28,29), deixando claro que não haverá uma única e simultânea ressurreição para os mortos, e sim, que acontecera em duas fases distintas: a ressurreição dos justos e a dos ímpios.

 

I. O QUE É RESSURREIÇÃO

  • Sentido original. Duas palavras gregas (anastasis e egeiro) definem o termo ressurreição. Elas claramente indicam “tornar à vida”, “levantar se”, “despertar”, “acordar”. 
  • Sentido doutrinário. Ressurreição é a devolução da vida ao que havia se extinguido fisicamente. É o ato do levantamento daquilo que havia estado no sepulcro. Varias vezes nos deparamos com a expressão “ressurreição dos mortos” (1 Co 15.12,13,21,42), de justos e ímpios. Porem, quando se refere aos justos, a expressão original é restritiva e se traduz por “ressurreição de entre os mortos”. A expressão “de entre os mortos” quer dizer os mortos tirados do meio de outros mortos.

 

II. CARÁTER GERAL DA RESSURREIÇÃO

  • No Antigo Testamento. Vários personagens importantes da historia do Antigo Testamento demonstraram sua confiança e crença na ressurreição. Abraão cria na ressurreição (Gn 22.5; Hb 11.17-19), (Jó 19.25-27); um dos filhos de Core, cantor, salmodiava sobre a ressurreição (Sl 49.15); o profeta Isaias cria e profetizava sobre a ressurreição (Is 26.19); Daniel, profeta e estadista, declarou sua crença na ressurreição (Dn 12.2,3); e Oséias, um profeta destacado em Israel, fez o mesmo (Os 13.14). 
  • No Novo Testamento. A doutrina da ressurreição foi declarada e ensinada por Jesus em seu ministério terrestre (Jo 5.28,29; 6.39,40 44,54; Lc 14, 13,14; 20.35,36). Ensinada e reafirmada pelos apóstolos e os pais da Igreja primitiva (At 4.2). Em Atenas, na Grécia, Paulo pregou a Jesus Cristo e Sua ressurreição (At 17.18). Repetiu isso, também, para os filipenses (Fp 3.11), aos coríntios (1 Co 15.20), aos tessalonicenses (1 Ts 4.14-16), perante o governador Felix (At 24.15). O apostolo João, não só relatou o ensino de Cristo sobre a ressurreição, mas ele mesmo ensinou sobre o assunto (Ap 20.4-6). 
  1. Alguns exemplos bíblicos de ressurreição.
  • No Antigo Testamento. A historia dramática da ressurreição do filho da mulher sunamita através da oração do profeta Elizeu (2 Rs 4.32-37). Há um caso posterior mais impressionante. O profeta Elizeu já havia morrido e sido sepultado, e um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguição inimiga, lançou o seu morto na cova onde estavam os restos mortais de Elizeu. Ao tocar os ossos do profeta o morto reviveu e se levantou sobre seus pés (2 Rs 13.20,21).
  • No Novo Testamento. Os exemplos são numerosos, começando pelo ministério pessoal de Jesus Cristo: a filha de Jairo (Mt 9.24,25); o filho de uma viúva de Nain (Lc 7.13-15); seu amigo Lazaro, em Betânia, irmão de Maria e Marta (Jo 11.43,44). Ele mesmo venceu a morte depois de três dias no sepulcro (Lc 24.6) e, para confirmar Sua vitória sobre a morte, alguns corpos de santos mortos anteriormente, ressuscitaram e foram vistos em Jerusalém (Mt 27.52,53). Mais tarde, entre os apóstolos, Pedro orou ao Senhor e fez reviver a Dorcas (At 9.37,40, 41).

 

III. TIPOS DE RESSURREIÇÃO

  • Nacional. É, em linguagem metafórica, a ressurreição e renovação do povo de Israel em termos políticos, materiais e espirituais (Dt 4.23-30; 28.62-64; Lv 26.14-25; Ez 11.17; 36.24; 37.21; Jr 24.6; Ez 36.24,28). O cumprimento total da profecia relativa à ressurreição nacional acontecerá na vinda pessoal do Messias, o Senhor Jesus Cristo (Zc 14.1-5). 
  • Espiritual. Refere se também metaforicamente a um renascimento espiritual dos que, tendo estado mortos em delitos e pecados (Ef 2.1) foram vivificados espiritualmente (Rm 6.4). Há, no entanto, um sentido literal dessa ressurreição, no que diz respeito à ressurreição corporal. Porem, o aspecto físico da ressurreição diz respeito aos corpos levantados das sepulturas, os quais sofrerão uma metamorfose. Isto é: uma transformação do físico para o espiritual (1 C o 15.52; 1 Ts 4.13-17). 
  • Física. Precisamos distinguir esse tipo de ressurreição sob dois ângulos: o temporal e o escatológico. No sentido temporal, temos o exemplo de pessoas que morreram, foram sepultadas, e pelo poder de Deus ressuscitaram; posteriormente, voltaram a morrer (2 Rs 4.32-37); Mt 9.24,25). No sentido escatológico, tanto os justos quanto os ímpios vão ressuscitar fisicamente. Os justos, levantar se ão dos seus sepulcros na vinda do Senhor (1 Co 15.44,52; Jo 5.29). Os ímpios se levantarão não como os santos, mas no fim de todas as coisas, no Juízo Final (Ap 20.11-15).

 

IV. EXPLICANDO A RESSURREIÇÃO DOS JUSTOS E A DOS ÍMPIOS

  1. A primeira ressurreição
  • O tempo. Dividi se em três fases distintas. A primeira fase refere se à ressurreição de Cristo e de muitos santos do Antigo Testamento, identificados como as “primícias dos mortos” (1 Co 15.20; Mt 27.52,53); Jesus e aqueles santos ressurretos são o primeiro molho de trigo colhido (Lv 23.10-12; 1 Co 15.23). Jesus foi o grão de trigo que caiu na terra, morreu, e produziu muito fruto (Jo 12.24). Isto é: aquele grupo de pessoas de Mt 27.52,53 foi a primícia, o primeiro molho. A segunda fase refere se à ressurreição dos mortos em Cristo na era neotestamentária, a qual se efetuara no chamamento especial por ocasião da volta do Senhor Jesus sobre as nuvens (1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.14-17). A terceira fase da primeira ressurreição refere se àqueles mortos no período da Grande Tribulação, os quais são chamados de “mártires da Grande Tribulação”. Refere se ao restolho da ceifa, isto é, as respigas da colheita (Ap 6.9-11; 7.9-17; 14.1-5; 20.4,5).
  • A natureza dos corpos ressurretos. Não importa como os corpos forma sepultados, se em covas na terra, ou no fundo dos mares e rios, ou queimados. Na realidade, os mesmo corpos mortos serão ressuscitados. No caso dos mortos em Cristo, seus corpos serão transformados (1 Co 15.35-38), iguais ao corpo ressurreto de Cristo (Fp 3.21).

 

  2.  A segunda ressurreição

  • O tempo. Já sabemos que Jesus distinguiu duas ressurreições: a dos justos e as dos ímpios (Jo 5.28.29). Alguns interpretes entendem a ressurreição dos mortos como um só evento, num mesmo tempo. Declaram que a única distinção é que “uns ressuscitarão para a vida” e outros “para a perdição”. Entretanto, essa teoria é largamente refutada. Na verdade, o tempo da segunda ressurreição acontecera no fim de todas as coisas, após o período do Milênio na terra, quando haverá o Juízo Final diante do Grande Trono Branco (Hb 4.13).
  • A natureza dos corpos ressuscitados dos ímpios. Quanto à ressurreição o processo será o mesmo que o dos justos. Seus corpos terão todas as partículas físicas reunidas e transformadas em corpos espirituais, mas sem qualquer gloria, À semelhança dos justos no Hades, as almas e espíritos se unirão aos seus corpos sepultados para serem julgados por suas obras (Ap 20.12; Dn 12.2). Nenhuma gloria, nenhuma beleza, mas totalmente inglório, para que sejam prestado as contas perante o Supremo Juízo 9Hb 4.13; Rm 2.5,5; Hb 9.27).
  • O estado final dos ímpios. Na verdade, os ímpios ressuscitarão para uma “segunda morte”, Ap 21.8. Essa “segunda morte” não significa aniquilamento, mas banimento da presença de Deus (2 Ts 1.9). Esse banimento implica que todos os ímpios serão lançados no Geena, chamado “Lago de Fogo” (Mt 25.41,46), que arde continuamente com fogo inapagável – o tormento eterno (Ap 14.10,11)

 

CONCLUSÃO

A esperança da Igreja está baseada na ressurreição de Cristo. Sua morte e ressurreição são a garantia total de que Ele voltara. Sua vitória sobre a morte foi com gloria, triunfo e poder.

6 Comments »

  • Dalton said:
    Paz!
    Só haverá ressureição, óbvio, para a queles que morrerem.
    No interior no mais intimo de todo homem, nunca houve desejo real de morrer, somente a aceitamos pois não havia outra forma de encará-la. porém DEUS na sua infinita sabedoria e bondade, arquitetou uma forma para sermos Salvos na plenitude, inclusive da própria morte física. Se lermos e crermos no que somente o sr. Jesus nos fala encontraremos uma forma de nos livrar deste ‘espírito’ que desde o princípio ceifa vidas humanas. é sabiso que desde Adão até Moisés a morte reinou clandestina, e que de Moisés até Jesus reinou a lei, força do pecado, e que do Sr. Jesus para cá é para reinar a VIDA. No entento, todo cristão não presta atenção nas palavras salvadora que diz: ” JO5:24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.”
    É só crer neste versículo, Jesus diz ‘tem a vida eterna’, ‘não entrará em condenação i.e. juízo..
    Pode-se observar que se Ele morreu a minha morte, por dedução não preciso morrer, ou seja, se Jesus pagou a minha dívida, não devo mais nada. Falta alguém de renome, ter ousadia de crer e divulgar essa informação, que a morte foi destruída, veja: RM8:2 “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” Livrou-nos do pecado que gerava amorte, portanto livrou SIM da MORTE. RM8:11 “11 E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.” O que é vivificar, senão trazer vida para que não morra, e fala vivificar o corpo mortal, tornando-o IMORTAL.
    2TM1:10 “10 e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho,” Reparem, se destruiu a morte, a morte não tem poder sobre nós os que sabemos disso. Posto que aos desavisados e desinformados a morte ainda atua. 1CO15:26 “26 Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.” Se é inimigo de DEUS, jamais Ele usará a morte para nos levar à Ele, é só raciocinar.
    AP1:18 “18 e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades.” Se o sr. Jesus detem a chave da morte em seu poder e diz que ela é Sua inimiga, como nós que cremos podemos achar que pela morte iremos à Deus?
    Temos que ver esse conceito de morte, pois foi satanás que criou a morte para o homem, para destruir a obra prima de Deus, e Deus criou a 2ªMorte para destruir espíritos caídos, falsos profetas, a besta e aqueles que não foram achados no Livro da Vida. Criou a morte para a morte que é na realidade um espírito malígno que tem a finalidade de destruir o homem.
    AP6:8 “8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o hades seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra.” Ou seja, o cavalheiro, ou o SER, enfim esse espírito tem nome e é chamado de morte, portanto a tal da morte, não é uma manifestação natural na humanidade e sim uma maldição a ser estirpada pela Fé na Salvação Plena e Completa realizada pelo Sr. JESUS CRISTO lá na cruz.
  • evanilson said:
    Amém_Deus te abençoe + ainda…
  • Pr. leonardo Lima said:
    Paz de Cristo meu querido Dalton.
    A morte como consequencia do pecado foi vencida na cruz do calvario com a morte de Cristo, visto que atraves desta morte (a de Cristo)o homem tem a oportunidade de relacionar-se com Deus novamente, porem a morte fisica como termino de existencia humana sera vencida de forma completa com o arrebatamento da Igreja, quanto nossos corpos serão transformados em incorruptiveis, segue link do artigo:

    http://evangelicosbrasil.com.br/2009/04/29/escatologia-a-doutrina-da-morte-salmos-394-7-904-6-1012/

  • Dalton said:
    Paz!
    Pastor, o senhor mesmo afirma que a morte como conse
  • Dalton said:
    Paz!
    Pastor, o senhor mesmo afirma que a morte como consequencia do pecado, foi vencida na cruz do calvário. Portanto se ela, a morte, foi vencida ela não tem mais poder sobre os que creêm no sacrifício SALVADOR do Sr. JESUS!
    Foi o próprio escolhido de Deus, João Batista, que veio testificar e apresentar o Filho de Deus ao mundo, dizendo: “Este é o cordeiro de Deus que TIRA o PECADO do mundo”. E se TIRA o pecado, não há mais como gerar a morte! Pois só o pecado gera a morte.
    E se isso não aconteceu, a vinda de CRISTO JESUS e seu sacrifício foram inúteis. Devemos como já havia escrito anteriomente, é nos atermos somente ao que o Sr. Jesus diz. Pois suas palavras são Espírito e são VIDA.
    Meu desejo é que mais pessoas creiam na Salvação completa executada e oferecida por JESUS!
  • Josias Muller said:
    Muito bom o estudo, Continue meu irmão! Gostaria de ver assuntos como: A Grande Tribulação,Bodas do Cordeiro, Milênio, Julgamentos etc.

Leave your response!

Add your comment below, or trackback from your own site. You can also subscribe to these comments via RSS.

Be nice. Keep it clean. Stay on topic. No spam.

You can use these tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

This is a Gravatar-enabled weblog. To get your own globally-recognized-avatar, please register at Gravatar.

Assinar os comentários deste post